quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

ABRAÇOS




                                                                                                                                                   
                                                            ABRAÇOS.


                                                      

                      Abraços.
P.T. Saudações!

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               Houve um tempo em que se finalizavam as missivas com esse “P.T. Saudações!” a ele logo apondo a assinatura e vejamos há quanto tempo me refiro, pois “missivas” marca o tempo e justifica a ignorância desse “chavão” que penso se referir a ponto final mas que não sei se era usual a ofícios ou a cartas pessoais, só sei que hoje por muitos seria considerado palavrão ou quem sabe agravo pessoal.
              Mas tudo isso não é nada, o importante é o abraço que de longo tempo marca presença nos relacionamentos formais ou pessoais.
              Ah abraço! Haverá algo mais gratificante, gostoso mesmo? Ele pode dizer tudo e pode nada dizer e não importa se pessoal ou virtual tão em moda nos últimos tempos.
              Não podemos nos esquecer de que existe também o do “amigo urso” e o de “tamanduá” e que também pode se tornar usual e sem expressão como a reverência, a mesura, o beija-mão ou os três beijinhos!
              Entretanto amigos, um abraço verdadeiro e desses apertados em que corações batem no mesmo compasso e em que um corpo aquece o do outro, esses abraços queridos, queridos de desejados e ainda de amados, gratificantes, edificantes, abraços verdadeiros  por inteiro compartilhados!
              Compartilhados! Sim compartilhados, daqueles em que os abraçados e os que abraçam, se irmanam tanto que ambos ocupam ao mesmo tempo função e espaço  na fusão efusiva, mesmo que silenciosa, pois não sobra espaço nem para ruídos que não o do ritmo dos corações em comunhão!
              Como é gostoso um abraço verdadeiro! Não importa se esse abraço for de irmãos, pais e filhos, amigos, companheiros, amantes, o que importa mesmo é o amor ali contido e extravazado envolve e  se expande, que abraça e abarca, que se dá e recebe, que se troca e se comunga!
              O primeiro, um entre muitos, o último ou “o” abraço, sempre abraço, momento solene que marca história e presença por toda uma vida, quiçá passe para a história abraçando outras vidas!
              Abraço é afeto, é apreço, é querer bem, aconchego, proteção, encontro, reconhecimento, acima de tudo é sempre amor e quanto maior o amor, maior também o abraço elixir da vida, cura milagrosa de males!
              Ultimamente não tenho exercitado abraços e quando o faço é com os olhos, janelas da alma ou com um sorriso que leva meiguice e apreciação.
              Abraço muito virtualmente, mas o abraço humano, aqueles em que se abrem os braços e se acolhe ao ser amado que  abraça também ou se aninha  na entrega ao afeto e abrigo, desses faz já algum tempo que me privo e privo aos seres amados também.
              Alguns farão trejeitos com os ombros, muxoxos com os lábios e dirão: que chatice! “Coisas de Mariza”, sem saber que muitas vezes os estou abraçando em meu coração que é grande e elástico, não mais com os braços tolhidos pela artrite ladra de movimentos e surripiadora de abraços.


                                                     Mariza C.C. Cezar
                                                                         

                                                                                                              
                                                                                                               

7 comentários:

Carlos Gama disse...

Abraços são o melhor caminho para o compartilhamento de energias.
Abraços são caminhos para a revitalização do espírito.
Abraços reanimam, abraços reconfortam, abraços falam de vida e de alma.

Flávio Tallarico disse...

Cara amiga: o que se percebe nos dias de hoje é que não há braços para tantos abraços. Tudo ficou virtual, distante, frio.Temos que nos confortar com os recados breves sempre terminando com "um abraço". Ainda bem que podemos ler as suas crônicas nos alertando para esse distanciamento humano. Mas, por experiência própria, posso lhe adiantar que a juventude está cada vez mais liberta e distante de seus lares, porque a vida de hoje assim exige e, com ela vão os deliciosos abraços que nos acarinhavam quando crianças. Embora distantes, sinta-se abraçada por mim.

jouvana whitaker disse...

Me senti abraçada Mariza. Linda crônica. Um abraço é um aconchego que precisamos tanto!!Um abraço p vc!!

Anônimo disse...

Mariza, felizmente nós duas nos vemos com certa frequência e podemos trocar o tão almejado abraço. Hoje, por exemplo, o nosso é virtual, visto que nos falamso hápouco, mas não deixa de ser um abraço sincero. [ ] Cida

Mariza C C. Cezar disse...

Carlos Gama, amigo querido, Flavio Tallarico, também amigo é muito prezado, Jouvana Whintaker sempre presente no coração e no dia a dia virtual , Cida Micossi, também amiga e vizinha, todos poetas e artistas arteiros de mil artes, sempre gentis e incentivadores, o muito obrigada pelo apoio e carinho, sintam-se abraçados com imenso carinho ! Mariza C.C. Cezar

Rubem Penz disse...

Mariza, minha cara.

Já havia visitado o blog e voltei a ele por ti instigado. Sorte minha: caí nos braços (e nos abraços) desta crônica! Muito obrigado pela leitura ofertada.

Abração zão,
Rubem

PS: se não me engano, "pt", antes de saudações, existia por causa dos telegramas e do telégrafo. "pt" é ponto final. Será que me engano?

Mariza C C. Cezar disse...

Acho que não se enganou não Rubens Penz, depois que publiquei afoita que sou andei retrocedendo no tempo, pesquisando e foi por aí mesmo que cheguei. Obrigada à consideração!