quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

DIZEM QUE...

                                                                       


                DIZEM QUE...
                                                                                                    

                Dizem que ”de poeta, médico e louco, todos temos um pouco”.
                Há quem condescendentemente me chame de poeta, ao passo que eu me acho atrevida quando cometo algumas poesias. São poesias livres as minhas, sem métrica, apenas com algum ritmo que usualmente encontro nas minhas prosas também.
                Médica, não fujo à regra se bem que não ouse, mas sou enamorada dos tratamentos fitoterapicos e o máximo a que me atrevi, foram alguns chás e compressas de ervas.
                Usei, apliquei e dei aulas de terapia com cristais, conjugando essas terapias com a musicoterapia,  aromaterapia e cromoterapia.
                Fiz algumas palestras sobre autodefesa psíquica enfocando a fé e prática do bem e do bom como forma de rarefazer nossa energia assim como a do ambiente, tornando-a inacessível ao peso dos sentimentos, pensamentos ou práticas maléficas.
                Florais de Bach, de Minas, da Califórnia e os de Saint Germain são terapias sérias, alternativas mas adotadas por muitos médicos alopatas ou homeopatas bem como por psicólogos, terapias essas a que muito respeito, uso e já as prescrevi por vezes diversas como terapeuta alternativa.
                Reiki, aplicações prânicas, relaxamentos, meditações e contactos com a natureza em mergulho de corpo e alma deixando os olhos e os sentidos alcançarem o horizonte no encontro das águas com o céu ou a linha do horizonte recortada por montanhas ou cordilheiras provocando um encontro irregular do mar de verdes matos com o azul celestial, ocasiões em que  ultrapassei essas linhas delimitadoras como se viajasse sem peias pelo infinito.
                Abracei árvores, pisei em gramas, na terra, em barro me sentindo aí em encontro atávico! Também dancei sob a chuva, esta uma terapia para corpo e alma!
                Médica e paciente dessas terapias alternativas e pouco protocolares sou, então me enquadro no segundo item do ditado secular.
                Já quanto ao terceiro item, me declaro adoravelmente louca!
                Falo sozinha e como moro só, o faço com meu gatinho, com os quadros da parede, com os demais itens da casa, com os livros então como falo! Com os velhos e novos livros, com os já lidos e com os ainda por ler!
                Não tenho medo das contradições pois sou composta, protocolar e irremediavelmente irreverente, não aceito e nunca aceitei ou virei a fazê-lo os “não pode” e “tem que”, pois “nãotemquenada”! Não me sinto obrigada, cerceada, presa de preconceitos nem de protocolos e a bem da verdade adoro e simplesmente me delicio em causar estranhezas nos menos formais e de menor requinte que não ousam romper certas barreiras ou coisas pré-estabelecidas.
                Ser igual, comportada, até protocolar sou, mas não abro mão de num repente e sem aviso prévio quebrar totalmente protocolos e normas se assim entender e desde que me dê prazer!
                Eu Sou! Gosto de mim como sou, mesmo brigando comigo algumas vezes, chamando minha atenção e me dando tremendos puxões de orelha, não sem um sorriso conciliador, um afago e mesmo um colinho apaziguador.
                Tenho longos papos comigo mesma e muitas vezes até por diversão faço o papel de advogada do diabo, sempre contradizendo e buscando argumentos que façam o meu eu opositor perder a discussão.
                Até já publiquei lá pelo início do meu blog, o “Coisas de Mariza” uma trilogia sob o pretensioso título de “O meu elogio da loucura”.
                Então amigos, creio que preencho os requisitos necessários ao ditado, pois sou poeta de pé quebrado, médica por natureza e louca por escolha e complacência.

                                                           Mariza C.C. Cezar
                                              
                                                                                                       



                                                         

2 comentários:

Flávio Tallarico disse...

Minha querida amiga: a parte inicial desta sua crônica eu não experimentei, Florais de Bach, cromoterapia, aromaterapia. Só musicoterapia. Mas no final, estamos plenamente de acordo. Eu também agora só faço o que eu quero e estou pouco me lixando para o que os outros pensam ou dizem sobre mim. Como já disse um poeta (Drummond? Não tenho a certeza), eu sou eu e minhas circunstâncias. É isso aí amiga. Chegamos a um patamar de vida que não precisamos mais fazer concessões. Vamos viver agora como sempre sonhamos. Um grande abraço.

Mario Sebastiao Bonitatibus disse...

O mais perto que cheguei de tudo isto, foi sair ao encontro de visões e sentidos, extra sensoriais! Até eu mesmo duvidava daquilo que via, me informavam... Sei hoje, de onde vem! Belos momentos onde, temos a certeza então, de que, muito mais existe, além da matéria que reveste nossas almas!