quarta-feira, 11 de março de 2015

FOME E SEDE!

                                                                                                
                                      FOME E SEDE
                                                                                                       

  Queria tanto ser amada!

         Tenho tanta sede e tenho fome de bem querer!
          Não falo de amor sexo, desejo, ardores, isso é bom e também gosto, mas o tempo  mostrou que isso para mim, já está fora de tempo!
         O envelhecer a dois pode cultivar o  sal e a pimenta da vida, sabor eu creio, sem igual, mas isso se cultiva, se conquista na sequência do viver! Perde o encanto, eu creio, estranhos no fim da jornada querer brincar de fazer ou viver amor e, não há Viagra que conserve ou  eleve o encanto!
        O meu príncipe se transformou em batráquio e o meu sonho se desencantou!
        Estou bem, estou tranquila quanto ao amor romance. Tenho lembranças, memórias do que para traz ficou, do que foi ou poderia ter sido, tudo lindo! A memória registra e lembranças o tempo adoça, enfeita, encanta!
        Do que sinto falta é do bem querer amigo, familiar, de amor companheirismo, solidário, prestativo, respeitoso, até irreverente, não precisa ser formal!
        Palavras boas, carinhosas, olhar doce, pequenos cuidados tão necessários no incolor do cotidiano!
        Um toque de campainha, um telefonema, uma voz amiga, solidária, disponível, como seria bom!
        Uma visita rápida, descompromissada, inesperada ou com ansiedade aguardada, um olhar risonho, um sorriso doce, palavras meigas, brincalhonas, galhofeiras, por vezes de tempero cheias e com alguns trocadilhos que exercitam a mente e levantam o humor!
        Sinto falta de carinho, até de uma briguinha pondo sal no tempero do dia a dia!
        Um alô irmão, um alô amigo, companheiro como faz falta!
        Também falta faz um abraço, por que não?

                                      Mariza C. de C. Cezar                                                                                     
                                                                                 



5 comentários:

Graça Campos disse...

Querida amiga, Mariza:
Ler tuas razões e emoções, ler a tua sede e tua fome é poder apreciar as vivências, as esperanças, partilhar e admirar a sã consciência da tua vontade de viver...
“Do que sente falta agora? Querer bem e bem-querer... Nada mais, e nada mais justo!
Quem nesse mundo não sente a falta de um colo, um ombro amigo, um afeto, um olhar doce, um abraço e um cheiro, e até mesmo uma briguinha que bota sal ou açúcar no que está por ora, em destempero?
Mas, o que importa são todos os passos dados e que se dão até poder chegar a essa matura/ idade, sábia, determinada, tranquila, mesmo que, por um instante, carente com fome e sede, de ser amada! É, pois, o amor que sutilmente, se revela de certa feita.
As lembranças, a cada vez aguçadas, tornam-se presenças que são e foram bagagens preciosas do viver, decerto!
Enfatizando tua bela e forte frase “A memória registra e, lembranças, o tempo adoça, enfeita, encanta!”

“ Abraço forte, amiga, que conheci virtualmente, mas que se tornou um presente real em minha vida. Obrigada pela oportunidade de apreciar tua escrita e personalidade, linda Mariza Cezar! Tão lindas fotos!
Abraço forte!
Graça Campos

Suely Ribella disse...

Quem não quer um carinho assim?
Parece que todos ou quase todos andam tão ocupados que se esquecem de dar atenção a quem merece, ou julgam suas ocupações tão ou mais importantes do que a família, os amigos. E o tempo vai passando bem depressa, até o dia em que a vida dá uma pancada e a pessoa acorda, geralmente quando já é tarde.

(Em falta com vc, amiga... Valeu (rs)o puxão de orelhas! bjs!

Carlos Gama disse...

Sempre muito sensível, Mariza nos encanta com a expressão dos seus sentimentos. Vai, aos poucos, nos falando de coisas que já andamos deixando perdidas no tempo corrido ou no espaço vazio da era moderna, vai nos alertando para a importância do querer bem e dos pequenos gestos que podem traduzir muito.
É bom sermos relembrados, de vez em quando, dessas necessidades que são comuns a todos nós.
Parabéns, Mariza!
Obrigado por esse redespertar.
Abração!

Anônimo disse...

Mariza querida,sei bem o que você sente. De um modo semelhante também me vejo a questionar e fico indignada pela falta de sensibilidade de pessoas queridas que não fazem o mínimo esforço para que viver neste mundo seja uma missão um pouco mais agradável.
Parabéns por seu belo texto. Beijo
Cida

Mario Donadon Leal disse...

Mariza. Maravilhosa manifestação de amor pela vida, este verdadeiro estado de espírito que abre as portas para a felicidade, não só a sua, mas a de outras pessoas que são tocadas por seus sentimentos compartilhados. Obrigado por nos deixar fazer desse delicioso “grito de alerta”, como diria o grande Gonzaguinha. Um beijo, junto a um desejo de que seus sentimentos sejam repletos de realizações sublimes. Mario.