FOME E SEDE
Queria tanto
ser amada!
Tenho tanta sede e tenho fome de bem
querer!
Não falo de amor sexo, desejo, ardores, isso é bom e também gosto, mas o
tempo mostrou que isso para mim, já está
fora de tempo!
O
envelhecer a dois pode cultivar o sal e
a pimenta da vida, sabor eu creio, sem igual, mas isso se cultiva, se conquista
na sequência do viver! Perde o encanto, eu creio, estranhos no fim da jornada
querer brincar de fazer ou viver amor e, não há Viagra que conserve ou eleve o encanto!
O meu príncipe se transformou em
batráquio e o meu sonho se desencantou!
Estou bem, estou tranquila quanto ao
amor romance. Tenho lembranças, memórias do que para traz ficou, do que foi ou
poderia ter sido, tudo lindo! A memória registra e lembranças o tempo adoça,
enfeita, encanta!
Do que sinto falta é do bem querer
amigo, familiar, de amor companheirismo, solidário, prestativo, respeitoso, até
irreverente, não precisa ser formal!
Palavras boas, carinhosas, olhar doce,
pequenos cuidados tão necessários no incolor do cotidiano!
Um toque de campainha, um telefonema,
uma voz amiga, solidária, disponível, como seria bom!
Uma visita rápida, descompromissada,
inesperada ou com ansiedade aguardada, um olhar risonho, um sorriso doce,
palavras meigas, brincalhonas, galhofeiras, por vezes de tempero cheias e com
alguns trocadilhos que exercitam a mente e levantam o humor!
Sinto falta de carinho, até de uma
briguinha pondo sal no tempero do dia a dia!
Um alô irmão, um alô amigo, companheiro
como faz falta!
Também falta faz um abraço, por que não?
Mariza C.
de C. Cezar