ABRAÇOS.
Abraços.
P.T.
Saudações!
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Houve um tempo em que se
finalizavam as missivas com esse “P.T. Saudações!” a ele logo apondo a
assinatura e vejamos há quanto tempo me refiro, pois “missivas” marca o tempo e
justifica a ignorância desse “chavão” que penso se referir a ponto final mas
que não sei se era usual a ofícios ou a cartas pessoais, só sei que hoje por muitos
seria considerado palavrão ou quem sabe agravo pessoal.
Mas tudo isso não é nada, o
importante é o abraço que de longo tempo marca presença nos relacionamentos
formais ou pessoais.
Ah abraço! Haverá algo mais
gratificante, gostoso mesmo? Ele pode dizer tudo e pode nada dizer e não
importa se pessoal ou virtual tão em moda nos últimos tempos.
Não podemos nos esquecer de que
existe também o do “amigo urso” e o de “tamanduá” e que também pode se tornar
usual e sem expressão como a reverência, a mesura, o beija-mão ou os três
beijinhos!
Entretanto amigos, um abraço
verdadeiro e desses apertados em que corações batem no mesmo compasso e em que
um corpo aquece o do outro, esses abraços queridos, queridos de desejados e
ainda de amados, gratificantes, edificantes, abraços verdadeiros por inteiro compartilhados!
Compartilhados! Sim
compartilhados, daqueles em que os abraçados e os que abraçam, se irmanam tanto
que ambos ocupam ao mesmo tempo função e espaço
na fusão efusiva, mesmo que silenciosa, pois não sobra espaço nem para
ruídos que não o do ritmo dos corações em comunhão!
Como
é gostoso um abraço verdadeiro! Não importa se esse abraço for de irmãos, pais
e filhos, amigos, companheiros, amantes, o que importa mesmo é o amor ali contido
e extravazado envolve e se expande, que
abraça e abarca, que se dá e recebe, que se troca e se comunga!
O primeiro, um entre muitos, o
último ou “o” abraço, sempre abraço, momento solene que marca história e
presença por toda uma vida, quiçá passe para a história abraçando outras vidas!
Abraço é afeto, é apreço, é querer
bem, aconchego, proteção, encontro, reconhecimento, acima de tudo é sempre amor
e quanto maior o amor, maior também o abraço elixir da vida, cura milagrosa de
males!
Ultimamente não tenho exercitado
abraços e quando o faço é com os olhos, janelas da alma ou com um sorriso que
leva meiguice e apreciação.
Abraço muito virtualmente, mas o
abraço humano, aqueles em que se abrem os braços e se acolhe ao ser amado
que abraça também ou se aninha na entrega ao afeto e abrigo, desses faz já
algum tempo que me privo e privo aos seres amados também.
Alguns farão trejeitos com os
ombros, muxoxos com os lábios e dirão: que chatice! “Coisas de Mariza”, sem
saber que muitas vezes os estou abraçando em meu coração que é grande e
elástico, não mais com os braços tolhidos pela artrite ladra de movimentos e
surripiadora de abraços.
Mariza C.C. Cezar






























