quinta-feira, 19 de novembro de 2015

" CASA DE PAPEL"









                  CASA DE PAPEL...






         E esse “coração de papel” que lhe restou, Regina Alonso, “permeável aos sonhos”, a tem sustentado em encantos e nos encantado, despertando sonhos em nossos corações muitas vezes sofridos e carentes deles!
         Que vida rica teve a menina Regina e seus irmãos!
         Quanta fantasia embalou e formou a maravilhosa mulher poeta, escritora, artista e gente que toca e sensibiliza tanta gente com um grande coração e habilidade de nos fazer sonhar e acreditar em sonhos!
         Obrigada por partilhar conosco mais essa mágica “CASA DE PAPEL”!



                                    Mariza C.C. Cezar   

                                                                       
                             

                                                   

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

ALÉM DO TEMPO




                                                                         


                                                                   


                ALEM DO TEMPO!                                                      

                Essa novela está mexendo com minhas memórias!
                Muito mais do que lembranças, ela desperta minhas entranhas, toca as fimbrias do meu coração, o âmago da minha alma, desperta o cerne dormente que corre, levado pela corrente pulsante da vida que desconhece a intensidade do que carrega!
                E o que carrega é a vida esperando o despertar, o eclodir para finalmente ser!
                Dormente, latente, uma explosão de vida aguarda o reencontro para finalmente ser!
                Deixar de ser sombra, pano de fundo que amorfo, se confunde e despertando, reconhecer o reencontro e, na fusão se identificar! Em tamanha identificação, o encaixe, o completar e reunir histórias e ser, finalmente ser total e plenamente o ser amor!
                Finalmente viver e fazer história!
                Marcar o tempo, deixar mais, muito mais que apenas memórias.

                               Mariza C.C. Cezar                                                                                                                                                          


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

DUAS CONTAS




                                                         


                           DUAS CONTAS            
                                                                  

               Dois holofotes, duas contas azuis a sorrir para a vida, a descortinar sonhos e registrar o cotidiano, e tanto olharam e embalaram sonhos, iluminaram caminhos e carregaram esperanças, tantos desencantos nublaram o que antes descortinavam, tantas lágrimas sentidas rolaram dessas contas, por vezes sem conta e sem contar o porque desse rolar contínuo e triste que os faróis foram se nublando e as contas desbotando, se tornando opacas, sem vida, sem brilho, surgindo aqui e ali uma jaça, tristeza ou acúmulo químico dos remédios da vida que amenizam aqui e castigam ali e assim, sob tênue gaze que esvanecia a realidade como se sete véus cobrissem sinuosidades e escondessem verdades, nudez ou resguardassem sonhos inconfessos, surgiu o risco, grave risco de a gaze se encorpar, de vez esconder o que havia por detrás do olhar e este opaco , baço , se vivo, morto apresentar-se-ia, o recurso foi a cirurgia, recurso moderno, quase indolor e hoje uma conta se dá conta que o mundo resplandece, brilha, tem luminosidade, claridade e volume que antes desaparecia sob as gazes que esparsas, se mantinham a enevoar a vida , impedindo o descortinar das cores e da vida! Hoje feita a cirurgia de uma, vejo como é bela a vida e como há esperança nela e no decorrer dos dias, a outra no entanto, colocada na ordem cirúrgica em segundo plano, baça, mostra a vida acinzentada, bege, encardida e se a outra com a lente , vê beleza esta triste pouco vê, mesmo porque sem óculos e as lentes a que se habituara, manca a visão , empobrece o descortinar da percepção.! Dia virá, tenho certeza que  sua vez chegará e aí haverá festa! Serão as contas, duas vestais azuis a rever a vida, descortinar mundos e abrilhantar o cotidiano e festejar o amanhã!                                                                                                                          

                            Mariza C C Cezar                               19.10.2015

domingo, 11 de outubro de 2015

SINAL DE FUMAÇA

                                                                                                                                                               
                          SINAL  DE FUMAÇA


                                                                                                          

                Tudo já foi dito, nada mais há por dizer, apenas formas de fazê-lo podem inovar, divergir.
                A linguagem escrita, falada, dita, cantada, contada, expressões delas, idiomáticas, sentidas, buriladas, rebuscadas, secas, sucintas, encolhidas, até murmúrios sincopados, engolindo sílabas mastigadas, outras surrupiadas pela mesmice  antropofágica que devora o cerne da vida ou da linha de raciocínio, seriam as diferenças possíveis.
                Que dizer então? Para que ou quem dizer o que todos já sabem ou não querem saber?
                O mundo é amplo, antigo e circular e seus movimentos rítmicos e cíclicos se renovam e reapresentam expressões, pensamentos, valores, modas com ritmos e roupagens customizadas, arrancadas do baú ou de fotos antigas, murais criptográficos, até a pedra roseta  pode surgir do nada despertando atenção, virando moda, conquistando adeptos salivantes e admirativos aplausos, claque organizada!
                Pensar está fora de moda, dizer do pensamento, que maçada! Pura perda de tempo!
                Brilhante é quem mostra o botão a ser apertado ou clicado e tudo já salta  pronto sem gastar saliva ou tinta e papel.
               Papel então! Crime! Papel é árvore!
               Esperemos pelo botão que substituirá o velho sabugo.
               Escrever...na areia e registrar com o clicar da moda, capturar o tempo, driblar o vento! Escrever sim, recados monossilábicos e que apoteose! Chegamos ou caminhamos para a maior expressão da criação divina!
              Transmitimos o que desejamos ou recusamos, são  vontades expressas em asteriscos! Progredimos!
              Ultrapassamos e deletamos tudo o que era perda de tempo, a comunicação se fez rápida e eficiente para os caprichos do ego. Atingimos o orgasmo intelectual com um mero clicar  de botão!
             Papo cabeça tem hora, não é para qualquer momento, o papo rola com alguns goles da redonda, uma puxada ou picada, momento beleza, mora!
             Sinais de fumaça? Sempre estarão presentes em anéis ou halos a evolar-se, não mais levando mensagens, mas nos levando a viagens, por vezes intergalácticas, não importa a dimensão! Externas ou internas e nada mais de palavras, todos se entendem como telepatas num viajar imenso!
           Que importa se essa viagem é devagar ou a divagar, cada um na sua e todos numa boa!
           Apoteose!
           Para que escrever?
           Fora de moda!
           Perda de tempo!
           -“To na sua e tu tá na minha mora!”

                                                 Mariza C C Cezar

                                                                           







                                           

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

DONA ENIR.

                                                                                                                                               




                       DONA ENIR,
                                                                                                  

                                       Sei minha mãe que você abominava o seu nome, o achava pequeno, espremido, que antipatizava mesmo com ele e dizia em tom caricato, com uma pronuncia toda sua, que ele era Enirrrrrrr, um nomezinho antipático que suas irmãs mais velhas, como moçoilas pernósticas e sonhadoras tinham escolhido para a caçula de doze filhos, a “raspa do tacho”.
                                       Sei também que sempre que possível você usava: “Nina”, fugindo do nomezinho espremido e pretensiosamente romântico, pois suas irmãs mais velhas tiraram o seu nome do alfabeto particular da família materna, Escobar e que seu significado, nessa língua particular, quer dizer Amor!
                                       Minha mãe muito amada, eu gosto do seu nome, creio que ele sempre lhe caiu muito bem, pois se alguém no mundo poderia ser chamado de AMOR, esse alguém não poderia ser outra pessoa, só poderia ser você, mãe-amor!
                                       Você minha querida, povoa todas as minhas memórias como expressão máxima do amor, mãe amorosa, mãe dedicada, mãe leoa na defesa da ninhada!
                                       Sou a filha mais velha dessa ninhada de quatro, sendo duas meninas e dois meninos, e justamente eu, sua primeira filha, estive pouco, pelo menos para mim foi pouco, muito pouco tempo com você, pois você, minha mãe querida, acabou por forças das circunstancias priorizando os cuidados com minha irmã que nasceu  depois de mim, loirinha e de grandes olhos verdes, enquanto eu cedia aos encantos do tio Luiz e da tia Tita, seus e meus padrinhos de batismo e ainda seus de casamento, adoráveis tios-pais, pois você também cresceu na casa deles desde que, vovó ficou doente.
                                       Mãe minha, vida rica em idas e vindas da sua casa para a deles, da deles para a sua, e se esse ir e vir enriqueceu e coloriu minhas experiências desde  meus três anos de idade, também muito me furtou do seu carinho, do seu contato,porém do seu amor sei que não, pois sempre tive consciência dele, sempre me senti muito amada por eles e por você.
                                        Hoje minha querida Dona Enir, braba mãe guerreira e mãe carinhosa, mãe cuidadosa, zelosa, mãe-amor sempre! Hoje não estou aqui para dizer de mim, nem de tudo o que com você aprendi, hoje minha mãe amada, simplesmente quero lhe festejar, dizer do meu amor e saudade e para você cantar, nem que desafinadamente o “parabéns a você”!
                                       Não importa se você está em outra dimensão cósmica, eu a sinto junto a mim, você faz parte não apenas das minhas memórias, você está no meu DNA, assim como eternamente no meu coração e bem querer!
                                       Eu sou um outro você, e mais do que qualquer outro você ou ser, VOCÊ minha mãe amada, é e sempre será integrante e plenamente parte de mim e eu de você!
                                       Hoje seu filho caçula, o Luiz Antonio, me ligou querendo, ao falar comigo, festejar um pouco você, aliás isso é coisa que ele deve ter aprendido comigo, pois durante muitos anos, ligava para ele perguntando: “Luiz, sabe que dia é hoje ? Sete de agosto,aniversário da mamãe, a nossa leoa! Saudade!” e hoje foi ele quem fez isso, ligou para mim e juntos, festejamos um pouco você e compartilhamos as nossas saudades e lembranças.
                                       Por falar nele, hoje ele, o seu caçula, já é avô e também é pai mais uma vez, imagine que quis seguir o exemplo do vovô Jovelino, com 68 anos é pai de um lindo menino que agora dia 02 p.p, completou 09 anos! Coisa de louco, não é mamãe?
                                       Mãezinha, a família é grande, e você deve estar acompanhando mesmo de longe, o andar das carruagens e sabendo dos progressos e andanças de todos os da Célia e do Carlinhos.
                                       Então Dona Enir Moraes Camargo de Cerqueira Cezar, meu eterno carinho, e grande abraço, por este marco de vida que você deixou em nossos corações!
                                       Feliz aniversário!
                                       Beija-a sua filha


                                      Mariza C.C. Cezar                                                                                                                                   
                                                   


                                                  

sábado, 25 de julho de 2015

INVENTÁRIO...

                                                                                                             









                                                     INVENTÁRIO...
                                            

                                                                 
Senhor!



            Vinte e cinco anos e... alguns meses, dias e...horas! É muito tempo! Uma eternidade!
           Eternidade doída, sofrida, em que as penas se pagam a buscar penas por vezes inexistentes, irreais e, no mais das vezes descumpridas.
           Tal tempo decorrido se escoou ou se arrastou incolor e amorfamente no vazio do ser, ter ou fazer porque ao que se constata, nada resultou em enfoque positivo que não o de pagar penas e apenas isso, deprime e angustia o ser por não ser.
           São ou foram vinte e cinco anos decorridos e ao enfocá-los agora, assim tão descoloridos, turvam-se meus olhos, em choques de vermelho e cinza, em iras de sangue e fogo, por sobre o triste do que restou.
           Dizem que o vermelho é a cor símbolo da Justiça e passados esses anos, esse tempo contado e desperdiçado, perdido entre o símbolo rubro-palaciano de um Poder Institucional, me pergunto como pode o cinza a ele mesclar-se  ou mesmo chocar-se ou, seria ele, esse cinza, o símbolo da venda esquecida na figura que empunha a lança e sustém a balança? Ao certo não sei, sei apenas que essas cores se cruzam no inventário dessa eternidade perdida.
                                       Mariza C.C. Cezar
                                     Stos, 21/08/1986
            
             

quarta-feira, 1 de julho de 2015

3ª ALDRAVIA

                                                                                                     

                                                                                                                         
                                                                                   
                             Terceira postagem de ALDRAVIA, participando de ciranda poética atendendo gentil convite de G. Graça Campos. Com vocês:
                                


                       Óleo sobre tela de autoria do Dr. Luiz Sylos de Noronha,
                                  meu amado tio-pai e padrinho que sempre esteve na prateleira 
                                  afetiva de mãe!



                           imponente
                           canhão
                           quadro
                           narra
                           história
                          dormente

                                   Mariza C.C. Cezar