domingo, 20 de abril de 2014

PÁSCOA

                                                                                                                                               

                                                       PÁSCOA
                                                                                                       


          Páscoa da Ressurreição!
        É esse o espírito da páscoa, a ressurreição, o renascer para a luz, o que só é possível através do amor!
        Não consigo entender ou compactuar com esse eterno reviver da dor, do crime hediondo, crime de ódio e exclusão advindos da culpa, da prepotência, da ganância e do medo que culminaram entre tantos, com tão vis atitudes, como a traição, tortura, humilhação e com requintes de absurda maldade e exposição pública o assassinato do Cristo Jesus, o Messias prometido e assim reconhecido por seus seguidores, os cristãos!
        Respeito todas as crenças e seus dogmas e também seus rituais, mas não acredito que reviver, reanimar ano após ano, por séculos e séculos esse crime de muitos e esse sacrifício que oferecido da cruz, enquanto clamava ao Pai que nos perdoasse em Seu nome, pois nós os humanos, não sabíamos o que fazíamos, vá trazer maior luz ou renascimento à humanidade como um todo e também não aqueles que abraçam ao cristianismo.
        Reverenciemos a Cristo Jesus em amor e sigamos Seu exemplo. Essa a grande lição que nos deixou, que cumpríssemos em especial, os dois grandes mandamentos da lei de Deus: que O amassemos sobre todas as coisas e, ao próximo como a nós mesmos! Ao amarmos a Deus sobre todas as coisas, já estaremos amando ao próximo e às coisas outras, pois em Sua Onipotência, tudo e todos, inclusive nós mesmos somos Deus, pois Ele está em tudo e em cada um de nós!
        Esse Amor Onipresente nos faz renatos para a vida, e aí entendemos Vida Eterna!
        Ontem proclamamos: Aleluia! Pelo amor, a morte foi vencida e a Luz se fez esplendorosa e dentro desse esplendor e através do Messias e de Seu Amor, se deu a ressurreição!
        Crimes e culpas são passados, foram perdoados e, quem somos nós para revivê-los desrespeitando a vontade soberana, a ordem divina do próprio Cristo?
        Sigamos seu exemplo e revivamos nas lembranças, nas memórias, nas tradições culturais e religiosas. Nos sentimentos e regras que norteiam nossas vidas, a Sua vontade, o Seu exemplo e renasçamos em amor, dia a dia, minuto a minuto, anos e séculos e, por todos os séculos: a Ressurreição, a Luz pelo Amor!


                                      Mariza C. de C. Cezar
       

domingo, 13 de abril de 2014

CONFISSÕES



                               Boa noite meus fieis amigos! Hoje deixo com vocês um texto de autoria da minha sobrinha Gisele Cezar Martins, o que não é a primeira vez que faço. Espero que gostem.
Abraços meus,

                            Mariza C. de C. Cezar


                                                                                     
                                                                                            CONFISSÕES

         Realmente chego à conclusão que sou uma ilha inatingível em algum ponto do pacífico, pura e simplesmente pelo que o nome nos induz a pensar! Paz... é isso!Uma ilha longínqua, mas apesar da distância e contrariando a sua inatingibilidade a extinção atinge meus mares de tão explorados que eles se encontram!
         Tenho uma obsessão pelos livros e pelas palavras, mas deixo-os ao lado do lençol estendidos no chão e me esticando ao máximo, reteso meus nervos de aço enquanto abandono as palavras escuras em meus pensamentos, criando um obstáculo para que elas não pulem do imaginário, para o mundo real. Mundo Real?
         O único contato que tenho tido com a tal realidade, se dá através deste teclado virtual, que me conecta com o inteligível e temporariamente afasta-me do meu mundo doente. É isso! Tudo o que há em mim está incuravelmente enfermo. Acho que um cancro etéreo corroi minha vontade, dizimando aos poucos tudo o que um dia sonhei para mim e então me deixo, sem coragem, momento a momento, olhando para um ponto fixo no teto, e dentro de mim, alimento o vazio que me alimenta.
         Sei que daqui há pouco tomarei banho e me prepararei para o seminário ironicamente intitulado “ a era do vazio”, sei também que sorrirei, falarei frases altamente elaboradas, podendo-se dizer até mesmo, “ intelectuais”! Fácil  repetir ideias de estudiosos que alimentam mentes brilhantes! Serei bem sucedida em minha apresentação e depois, para continuar a abrandar o nada, sentaremos todos como pessoas civilizadas e beberemos algumas cervejas, dialogaremos um pouco mais sobre filosofia, psicologia e todas as orgias finais e então, cumpridas as tarefas da vida diária, nós viraremos as costas e nos diremos até mais.
         Talvez seja por isso que me deixei envolver pelas poesias, pelas persianas que ventam o mar, devido ao distanciamento que me proporciona proteção, assim posso sustentar em mim um único vínculo com a lucidez, enquanto que, por traz da cortina, continuo a me jogar nesse poço sem fim e, hora após hora eu caio um pouco mais para dentro desse buraco infernal e, como quem não tem forças para nem mais um suspiro, eu me solto e, com todo o peso das pedras que carrego, mergulho para as profundezas dos braços de Poseidon
Morte! Morte, morte, berram as vozes em meus ouvidos e eu, sorrio para o inevitável Sei que é isso que atrai o desfecho final onde saberei ou não, da dor que sempre e sempre, me devorou como sanguessuga voraz! Assusto-te com meu semblante sereno de fertilidade? Perdoe a incontrolável volúpia que vez por outra acomete meus desejos insatisfeitos! Dias como estes são exceções no mundo da imaginação e, esquizofrenicamente a  sanidade me acompanha nesta tarde, forçando-me à sinceridade.
Fujam enquanto as  aranhas ainda não teceram  em suas mentes, os contos de terror que lhe aprisionarão para todo o sempre em um antro de perversão. Corram enquanto a inocência de certa forma ainda não lhes abandonou e agarrem-se à pureza que, como mestra e amiga, sempre nos indica o caminho à redenção, pois nas bem aventuranças o Messias mesmo  nos revelou: “Felizes os puros de coração porque eles verão a Deus”.
Veem? As palavras fluem um pouco melhor, não é? Então aproveitem essas palavras e não deixem que elas lhes enganem, pois tudo tem um duplo sentido e, se hoje escandalizo, é para dizer quem sou, mas resta ainda em mim, um vestígio de luz  que terei, eu mesma que reanimar matando, na penumbra, todos os outros eus que alimento em segredo. É uma luta de sobrevivente e, ao vencedor será dada a coroa da vida!
Um dia, um anjo chamado Augusto, escreveu a esse vencedor:
         “  VENCEDOR
Toma as espadas rútilas, guerreiro,
e à rutilância das espadas, toma
a adaga de aço, o gládio de aço, e doma
meu coração – estranho carniceiro!

Não podes? Chama então presto o primeiro
e o mais possante gladiador de Roma.
e qual mais pronto e qual mais presto assoma
Nenhum pôde domar o prisioneiro.

Meu coração triunfava nas arenas
Veio depois um domador de hienas
E outro mais, e por fim, veio um atleta,

Vieram todos, por fim; ao todos, uns cem...
E não pôde domá-lo enfim ninguém,
Que ninguém doma um coração de poeta!”

É isso, meu coração de poeta, insaciável como esse meu espírito que vaga pelo mundo sem ser de ninguém, sem ter canto, recanto ou sossego, mas como uma ilha  solta e naufraga no oceano, afunda como Atlântida do mar das Bahamas, e nas solitárias tardes de um dia qualquer, em que os peixes foram todos capturados pelas redes e pelos mausoléus dos criadores de homens, eu que, como transatlântica, mergulho um pouco mais nesse precipício chamado dia.

                                    Gisele Cezar Martins
                                    Maringá,01/04/2004
                                                        
                                                         
                                                                                 

sábado, 5 de abril de 2014

GRUTA

                                                                                          

                        GRUTA
                                                   
                                                     

        Hoje é uma data muito especial! Em razão dela, amigos se reúnem em nome do amor em meio à Mata Atlântica, festejando o 5º aniversário de um núcleo de luz!
        Há cinco anos estivemos todos juntos, unidos ao casal anfitrião Mônica e Robert, para pagando uma promessa feita no passado, finalmente chegado o momento e o local certo, consagrar a gruta erguida à Nossa Senhora de Fátima e Sta. Rita de Cássia, com piedoso sentimento de gratidão e louvor!
        Relembramos hoje, com reverente sentimento e postura, a grandeza daquele momento sagrado.   Festejamos não apenas o pagamento de uma promessa, mas a materialização da gratidão e louvor e ainda a vivificação do amor e luz que vêm sendo dia a dia reverenciados e ano a ano cultivados.
        Todos os anos, amigos solidários têm se reunido em volta da gruta e renovado o espírito de amor e os propósitos que nortearam a todos naquela data da consagração!
        Intensificada tem sido no decorrer desse tempo a luz, como expandida a egrégora desse abençoado núcleo de fé.
        É uma gruta ecumênica erguida, consagrada e alimentada com amor e objetivando a irradiação da luz que abençoa e cura todas as mazelas humanas!
        Envaidecida e grata aos céus e ao amor dos amigos Mônica e Robert que me permitiram o privilégio de participar ativamente da consagração da gruta e, impedida fisicamente de estar com vocês no momento sagrado da renovação dessa consagração, me sinto e me faço ativamente presente e partícipe em espírito, energia e intenção!
        Reverente, uno minhas comemorações às de vocês queridos amigos!
        À gruta o meu amor, preces e gratidão!

                               Em e por 04/05 de abril de 2014

                               Mariza de C. de C. Cezar
                                                                                                             

sábado, 29 de março de 2014

FUTEBOL!


                                                                       
              FUTEBOL!                        
                                                    

        Era campeonato de futebol! Os ânimos estavam efervescentes! Os anseios febris mantinham as atenções de todos na expectativa da vitória! O mundo dos aficionados vibrava de entusiasmo. Futebol era religião, e religiosa e piedosa prece saia dos lábios e corações! Promessas de muitos, despachos de outros tantos e também conchavos e negociatas tomavam conta dos que tudo faziam pelo time do coração! Os desafios e apostas mobilizavam aqueles que acreditavam piamente no desempenho do “timaço”. Já se sentiam imbatíveis ganhadores, os “reis do pedaço”!
        No meio de toda aquela azáfama, aborrecida, Laura procurava se entreter com a filha adolescente e aceitar a ausência do amado dos seus suspiros, a razão da sua vida, que partira com a comitiva de diretores do Clube, para o jogo decisivo.
        A cidade vibrava, pulsava, cantava e gritava o nome do time e, depois de um rápido jantar em cantina da cidade, saíram as duas, mãe e filha, amigas confidentes, a rodopiar pelas ruas e praças, chegando a integrar o corso da torcida desenfreada!
        Compraram uma bandeira do time para entrar na brincadeira, pois isso era o que representava para as duas aquela agitação. Ainda dentro do espírito de curtição, resolveram voltar para casa e esperar o pai e marido, exultante vencedor, pois o time da paixão se sagrara campeão!
        Laura calçou uma linda sandália preta de plataforma e salto 10, vestiu apenas uma tanga “asa delta” de renda negra e, a faixa do time em preto e branco a cair-lhe em viés do ombro até o curvilíneo quadril encimado por cintura que, de tão fina, lhe dava o talhe de violão. Desenhou com fino traço do pincel delineador de olhos, o emblema do time no seio nu, a descoberto pela faixa envergada e, na nádega oposta, a filha entrando na brincadeira, fez-lhe o mesmo desenho com cunho alegre e sedutor. Prenderam o pau da bandeira recém adquirida na porta do armário, para que, a guisa de cortina, saudasse ao diretor campeão assim que adentrasse ao quarto. Deram-se boa noite as duas cúmplices e, foi acesa no quarto apenas a luz do abajur de cabeceira.
        Recostada na cama, Laura esperava em ansiosa expectativa, e antevia a surpresa da recepção sedutora ao campeão, pois ele como um dos diretores, não integrava a comitiva do time que voltava como vencedor da temporada? Enquanto esperava, curtia e antevia a festa que seria as boas vindas preparada com requinte de carinho e detalhes!
        O barulho do motor do carro, as despedidas dos amigos, o ruído da chave no portão e a seguir na porta da entrada, os passos atravessando as salas, a copa e cozinha, ruídos da porta da geladeira, novamente passos a subir a escada e na porta, afastada a bandeira, uma voz que exclama:
        - O que é isso?
        E o guerreiro vencedor, tão esperado, segue tropegamente até o cabideiro em que deposita a roupa despida e, vestindo um pijama, segue para o banheiro da suite, "chama o Miguel" e "destripa o mico". 

        Barulho de água, um bochecho, um gargarejo, rosto lavado, ainda meio trôpego, levanta os lençóis. Apaga a luz e ressona profundamente!

                                      Mariza C. de C. Cezar
                                                                                                             



                                           

sábado, 22 de março de 2014

NUMEROLOGIA

                                                                                                                                                         
              NUMEROLOGIA 
                                                       


              No universo, tudo é energia, e como a energia é dinâmica, até a aparente inércia é pulsante e vibra em ritmo próprio e, em harmonia com o todo e, esse pulsar , esse vibrar, é vida.
              A energia pulsante, vibrante, de cada molécula ou átomo, em movimento próprio e único, inscrito no âmago, no núcleo de cada partícula condensada de energia materializada, é que atrai e condensa aquele ou aquelas que têm o mesmo diapasão, o mesmo ritmo e, assim somos formados, materializados pela união única de átomos e moléculas instruídos pelo mesmo DNA, num pulsar  próprio à cadência sem igual, única, que retrata  o histórico de nossa vida como ser energético ou espiritual.
              Nosso ritmo é próprio, único, ele é o que ou quem somos e segue o compasso de sua própria individualidade, norteado ou impulsionado pelo histórico da música sem igual do nosso ser.
               O importante é que o nosso movimento esteja em harmonia, que nenhuma de nossas células destoe do próprio ser ou ainda, do compasso universal do qual se originou.
             É essa a finalidade do nosso ser, é a preservação do ritmo próprio, a busca da harmonia individual e com o universo, o aprimoramento pela elevação às oitavas superiores, da nossa própria música, para que alcancemos e integremos a sinfonia das estrelas ou melhor, para que vibremos em harmonia com o Criador, para que possamos reintegrar o ritmo e a harmonia  de que somos fragmentos, essa harmonia que é Deus!
           Para podermos trabalhar nosso ritmo e harmonia é necessário que venhamos a conhecer esse ritmo e essa harmonia, ou melhor, essa energia.
            É mister  sabermos quem somos e, a numerologia é a arte ou a ciência que pela mensuração  de nossa vibrações e através da valoração  das letras do nosso nome e, considerando nossa data de nascimento em sua simbologia gráfica, os números que dimensionam o diapasão vibracional de cada cadência de tempo, sons esses cujas vibrações retratam, pela harmonia única, a nossa vibração de ser, que vai nos dar a conhecer, a realidade de nossa música personalíssima , a história da nossa alma, a crônica de nossa vida desde todo o sempre!
           Conheceremos então, particularidades do nosso registro akashico , ou seja, da nossa vida escolar da espiritualidade cuja “secretaria”, não sei se informatizada ou não, contem os registros de nosso aproveitamento evolutivo.
            Não podemos ou não devemos buscar a numerologia  e seus estudos, por mera curiosidade ou superstição, mas sim como um referencial para auto conhecimento e com a finalidade de crescimento e evolução.
            Várias são as escolas a trabalhar com a numerologia, desde a Cabalista, a Tântrica, a Hindu,  a Astrológica e outras mais . Seguimos a  escola de Pitágoras por razões de afinidade e coerência com nossas origens culturais e históricas.

                                          Mariza C. de C .Cezar
                                                                                                                                            

sábado, 15 de março de 2014

POESIA MENTIR

                                                                                                                                               
     POESIA MENTIR!
                                                                          

     Não faço poesia.
     Poesia vive em mim!
     Sem pieguices,
     sem métricas,
     apenas viver e sentir
     no meu compasso
     com meu próprio passo!
     A alma em palavras,
     esta, em cadências,
     do próprio pulsar,
     do personalíssimo sentir,
     do ser a vibrar,
     mesmo que devagar,
     sem falar em amar,
     sem paixão!
     Não quero poetar,
     bulir com o meu sentir
     não quero rimar
     rima pobre,
     a pobre e triste  rima:
     dor com amor!
     E nem quero mentir
     para você e para mim!

                      Mariza C. de C. Cezar
                                                                           

                                                                  

domingo, 9 de março de 2014

REGINA ALONSO

                                                                                                                                                       
                                        REGINA    ALONSO

                                                                       
                          VISITA  PRESENTE

                          Hoje a velha companheira do dia a dia, já de há tempos, me trouxe um presente!
                           Com imenso prazer me pus a degustá-lo, a saborear palavra a palavra, pontos e virgulas, exclamações e reticências, linhas e entrelinhas, toda a beleza de forma  e todo o conteúdo do texto e contexto!
                           Hoje em sua visita, a velha amiga me trouxe outra mais nova, recente, mas nem por isso menos querida ou preciosa.
                          Com sofreguidão e encantamento, me deliciei enquanto absorvia, bebia suas palavras e com elas, suas memórias e esperanças!
                          Como sabe nos prender e nos envolver! Que companhia agradável!
                           Pena que essa visita, ocorra tão raramente, em razão de todo seu dinamismo e dedicação às causas que abraça!
                           Amiga atenciosa e simpática, com alma artista, seu papo poesia em prosa ou verso, encanta!
                           Por favor, “Tribuna” velha amiga, traga mais vezes, em suas visitas, a magia, a beleza, a suavidade, a força e poesia de Regina Alonso!

                                              Mariz C. de C. Cezar