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terça-feira, 13 de dezembro de 2011
sábado, 10 de dezembro de 2011
N A T A L
Que tristeza... o Natal está chegando...!
Era assim que me sentia e, eram esses os pensamentos que volta e meia surpreendia a me enevoar o ânimo, com um misto de irritação, pesar e nostalgia a estamparem-se em meus olhos naturalmente azuis e risonhos.
Natal! Espírito de descontração, festa, fraternidade e confraternização. Presentes...! dar e... receber! Que alegria! A árvore sempre natural e enfeitada com bolas multicoloridas, luzentes e mágicas,cordões rebrilhantes, flocos de neve-algodão, a ponteira e o cometa, estrela-guia com sua longa cauda e... velas pequenas, de cera coloridas e com desenhos em espiral em alto-relevo, acesas á meia noite, hora da magia, do canto e missa do galo, a hora em que Jesus nasceu! Em que nasceu o amor, a verdade, o bem e o belo; a esperança para a humanidade lá naquela longínqua Belém.
Meia noite de Natal! Hora de sonhos, de sorrisos e orações, a hora daquele velhinho vigoroso, simpático e sempre afável que, incansavelmente e por obra do irreal, percorria o mundo todo, todas as casas, todos os lares ao mesmo tempo, n´uma só noite, distribuindo alegrias, esperanças, trazendo presentes n´um grande saco mágico com que passava por chaminés ou buracos de fechaduras, pulando janelas por vezes e, vez por outra, ainda encontrando um tempinho, como na minha casa de menina e adolescente, para saborear algumas das muitas guloseimas da mesa grande repleta de assados, farofas, frutas frescas e secas, nozes, castanhas e doces.
Como eram festivos, promissores, alegres e bons os meus natais de menina-moça e...como são tristes os de hoje!
Descobri que papai-noel não existe, que os presentes custam caro, que as guloseimas são caríssimas, que o mundo é desamor, que o menino-Deus cresceu e...morreu. Morreu em uma cruz e, eu sinto o peso dela em minha alma quando vejo o atual corre-corre dos nossos Natais de hoje, em que alguns festejam agressiva e soberbamente uma festa pagã com raias de canibalismo, enquanto outros têm o sangue, o ar, a vida se esvaindo em desesperança, em lutas, desalento e, o que é pior... descrença.
¨Que tristeza... o Natal está chegando!!!” e assim pensando e sentindo, eu também corria levada pela maré ao tentar transmitir, dar aos outros, aos próximos e ás crianças da família, ainda um pouco do espírito festivo, das esperanças que a tradição ou o comércio exigiam e...,foi assim que preparei o Natal na minha casa no ano que se findou quando, às 23,45 hs. Da noite de 24, bateram á minha porta...
O visitante, um rapagão moreno, bem apessoado, vestido com esmero e simplicidade, deu-se a conhecer no momento em que sorriu com grandes olhos negros a contrastar com bonita dentição alva e...esse visitante inesperado, com seu gesto de amor-respeito-gratidão, abraçou-me com lágrimas nos olhos, cumprimentando-me por entre pedidos de desculpa por ter aparecido em momento que julgava inoportuno, desejando-me um FELIZ NATAL!
E então, esse gesto de amor de um ex-aluno de uma instituição para menores carentes e abandonados que eu dirigira, na época já há uns cinco anos, me trouxe como por encanto, todo o espírito de Natal e eu senti que, o Amor trazido por Jesus naquele longínquo Natal, não morrera apesar de todas as controvérsias do mundo moderno e, cheia desse mesmo amor, passei a entender que tudo o que eu fizera para alegrar o Natal daqueles que o partilhavam comigo, não fora em vão, pois sempre fica de um gesto de amor a marca, a semente do bem.
E o meu Natal foi bom, foi mágico de novo, foi repleto de amor e esperança, pois renascera a fé.
Foi um Natal-Amor!
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
MÃE
Enir Moraes Camargo de Cerqueira Cezar
07/08/19 a 29/11/88
Saudade imensa de você!
Deixa-me dizer do meu bem querer, mesmo que você já o saiba constante no meu viver.
Deixa-me falar na certeza de você! Na presença sempre presente, atuante, gritante nos genes transmitidos como nos ensinamentos e exemplos vívidos e tão plenos de você!
Mãe linda! Mãe minha, tão minha pelo bem querer a despeito do amor á ninhada composta ao todo de quatro petizes com pequena diferença de idade entre eles, duas meninas seguidas de dois meninos.
Mãe pelicano! Sei que você só mudou de dimensão, pois sei , sinto você e isso é tão bom!
Que reconfortante essa certeza de amor, essa certeza de você!
Que orgulho em me saber filha sua! Filha do seu coração, fruto do seu amor!
Nós não nos dissemos adeus, pois indubitavelmente, o amor não sofre cortes e nem afastamento.
Nós nos sabemos e um dia.... essa certeza trará a explosão do reencontro em amor e realidade.
Até lá, a certeza de você mãe sempre e sempre minha, mãe coragem, mãe verdade!
sábado, 19 de novembro de 2011
EM RESPOSTA...
EM RESPOSTA: “A CASA QUE ABRIGOU O MAR”
“A casa que abrigou o mar” de Flávio Viegas Amoreira, em a Tribuna Livre de 25/X/10, me encantou não só pela forma de dizer, como pelo tema tão oportuno e verdadeiro.
Não posso, entretanto me calar quanto ao pecado apresentado como original, ou seja, a derrubada do Parque Balneário, pois para mim esse foi talvez o pecado capital, pela gravidade do ato e ainda, porque o pecado original já ocorrera há algum tempo, com a sacrílega derrubada do Pálace Hotel na praia do José Menino, com seu velho casarão e suas escadas de mármore branco, rodeadas de agradável jardim, que abrigava em grande gaiola, a moradia de lindo casal de araras, Anita e Peri que amigavelmente bicavam das mãos dos hospedes ou residentes do hotel, frutos dos chapéus de sol que faziam sombra amiga por sobre os bancos no jardim espalhados.
No salão de festas do Pálace Hotel da av. Presidente Wilson, ocorreram bailes em que dançaram muitos da nossa melhor sociedade, bem como outros que viriam a se destacar no mundo da política, da sociedade e da dramaturgia paulista e, muitas vezes ao som da voz amiga do então jovem crooner Esmeraldo Tarquínio.
Pecado maior ainda porque a derrubada desse hotel, deu lugar a um exagero de concreto com ares de colméia, em flagrante desrespeito á memória da história santista.
Quando vim para Santos, ainda uma pequenina menina de dentes de leite, nos idos de 45, aquele hotel foi minha primeira moradia em Santos, como era na época, a residência de muitas autoridades e de suas famílias, até que definissem e realizassem a aquisição do local em que instalariam o lar.
Minhas memórias de menina aqui em Santos, se reportam a esse hotel, como sei que a de muitas pessoas ilustres aqui da terra, algumas que lá nasceram e outras que já não estão mais por aqui, levando e deixando saudade, como saudade deixou o imponente e acolhedor prédio e seus jardins bem defronte ao jardim de nossas praias, acolhendo o coloquial, aventuras, sonhos e fantasias enquanto fazia história ficando na memória, como o marco de uma época.
sábado, 12 de novembro de 2011
CLEIDE
Ela é toda espírito, da medula espinhal, do chacra raiz á raiz dos cabelos, enquanto passeia por todos os chacras, fazendo-os vibrar, fervilhar e subir artisticamente, senão arteiramente em movimentos sinuosos quais ida e pingala, traçando enquanto trança em arte, o caminho espiral da vida, em sinuosidades artísticas e arteiras que vibram e pulsam veias e vasos, brotando dos poros em feromônios dignos de serem envasilhados em frascos preciosos.
Alquimia cobiçável por damas e donzelas, por magos e bruxos e mercado capitalista!
Há que se ter alma de artista para entendê-la!
Não pertence á pequena burguesia prosaica, quadrada e enquadrada, pois respira, transpira, exala sua essência de artista. Como poderão os pobres e comuns mortais entendê-la?
O que não se entende, se estranha e se teme, se deprecia, se enxovalha e rotula em parâmetros próprios; isso se tenta pelo menos, mas não se alcança nem ao artista e tampouco ao arteiro, que se dirá do espírito que se recicla e se renova em ser, totalmente ser, plenamente ser!
(mesmo que envasilhado como espírito etílico?)
Perdoe-me a brincadeira do final, cara amiga, mas brincadeira á parte, aproveito esse “espírito” para brindar ao seu dia que também o é dos Arcanjos .
Feliz ani!
Abraços mil e meus, carinhosamente em e pelos 29 de setembro de todos os anos,
Mariza
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
LIBERDADE E FELICIDADE
LIBERDADE E FELICIDADE
Liberdade plena só existe em função da dualidade com que fomos agraciados neste nosso planeta Terra e isso, note-se que após a expulsão do paraíso, ao experimentarmos o fruto proibido, que é o conhecimento dessa dualidade, ou ainda do bem e do mal, da Luz e da Sombra.
Deixamos então o estado de graça, a beatitude dos diletos seres feitos á semelhança do Criador, ao tentarmos ser realmente como esse Todo Poderoso Pai e aí, em “desgraça”, passarmos a assumir a responsabilidade pelas nossas escolhas, pelas conseqüências das nossas ações, assumirmos, a partir desse conhecimento, a responsabilidade pelo exercício do nosso “livre arbítrio”, a real liberdade de escolha, a liberdade de não apenas fazer ou não fazer, mas principalmente de ser ou não ser.
Para quem conhece sua faculdade ou melhor, seu sagrado direito de escolha, de por livre escolha exercer esse direito maior que é o da liberdade, seja em que momento ou em que questão for, se deixar de exercê-lo, seja por omissão ou opressão, estará renegando ou, estará vilipendiado em sua condição humana e assim, impedido de ser feliz ou quiçá de puramente ser.
Sempre prezei meu direito sagrado á liberdade e quando esse direito me foi cassado pela política dos homens, com a desestabilização financeira, causada pela má administração do dinheiro público e mau gerenciamento dos negócios do Estado, em flagrante desrespeito á dignidade humana daqueles que compõe a máquina governamental, obrigando-me entre outras renúncias á do meu amado carrinho, me senti vilipendiada e espoliada no meu sagrado direito á liberdade de “ir e vir”.
Nasci para viver em plena sintonia com o carro, rodando estradas e ruas, subindo rampas e ladeiras, galgando distâncias e alturas, enquanto os olhos ávidos absorviam as belezas das paisagens percorridas ou vislumbradas e, a alma plainava leve e exultante em vôos altos ou rasantes, bailando com a luz do dia ou das estrelas, ao som do prazer que a tudo fazia vibrar em êxtase de viver.
Assim vivi e exerci o meu viver, entre deveres e folguedos até que me vi cerceada em meu sagrado direito á liberdade de ir e vir.
Dizia sempre que o carro pára mim não era luxo, mas que fazia parte desse direito inalienável, pois minha alma cigana sempre livre, queria continuar livre a correr e percorrer o mundo com o seu atual “carroção” motorizado , no entanto decorrido alguns anos e, somando perdas e desapegos, esta semana me surpreendi a olhar com olhos cobiçosos, não a mulher ou o homem dos visinhos e tampouco o seus belos possantes carros, mas sim a liberdade daquele transeunte que tranqüilamente caminhava pelas ruas, saboreando a vida e a alegria ou felicidade de prazerosamente ir e vir por livre escolha, e eu então me senti feliz por ter a liberdade de optar e alquimicamente transformar limões em limonada.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
MUNDO
A vida lá fora
E eu aqui dentro,
E dentro de mim,
Este mundo de vento
E fora de mim,
Este mundo que vibra,
Estas formas de vida,
Este mundo de amor!
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